Pensamentos soltos

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Na terça-feira passada eu acordei e a primeira coisa que fiz, antes mesmo de sair da cama, foi chorar. Chorar ao ponto de soluçar. Havia recebido a notícia da morte da minha cachorrinha Lilica. Isso ainda me dói, portanto, não é hoje que vou me aprofundar sobre ela. Mas o que posso dizer é que doeu muito, muito mesmo. E ainda me dói quando penso nela, por isso tento desviar o meu pensamento disso.

A partir daquele momento, muitas coisas deram errado. E choveu, choveu muito. Não chovia somente lá fora, chovia dentro de mim, dentro do meu coração. Me deparei, naquele momento, com a triste realidade de que não estou pronta para lidar com perdas. Aliás, aprendi que é bem mais fácil [ou melhor: menos difícil] lidar com elas quando se é pequeno. Quando criança, o grau de superação é algo muito louco.

Percebi com isso que a vida não é uma escala em linha reta. Ok, ok, isso é um fato. Mas me refiro aqui ao seguinte: quando somos pequenos levamos a vida de um jeito tranquilo, e enquanto vamos crescendo, amadurecendo, começamos a nos preocupar demais e nos tornamos um pouco escravos de nossas mentes, ainda bem que pelo que vejo por ai, somos libertos assim que atingirmos certos objetivos e depois que a vida nos esfregar algumas coisas na cara. Oh céus, não vejo a hora (risos).

Mas a questão é que a experiência de estar frente a frente com a morte de um bichinho que viveu 11 anos ao meu lado, não foi e não está sendo nada, mas nada fácil mesmo! Em certos momentos perco a vontade de tudo. Parece que fico “seca” por dentro. E hoje, muito pelo contrário, fiz tudo o que tinha que fazer. Isso foi bom. Ocupei bastante minha cabeça, e segundo meu namorado, era isso que eu estava precisando.

Estava precisando ocupar a minha mente e muito, e provavelmente vou precisar disso até o final de semana. Pois não bastasse a morte do meu bichinho, ainda passei por uma prova de fogo, tive que encarar o restante das minhas provas finais, e para fechar com chave de ouro, quando eu mais estava me sentindo sozinha e tristonha, recebi a notícia de que minha mãe e meu namorado iriam viajar, os dois, nos mesmos dias, para estados diferentes. E o que descobri depois? Ambos estão quase incomunicáveis. É, porque mensagens são muito frias (risos).

Parece que uma maré de coisas ruins aconteceram, mas agora estou com uma fé enorme de que tudo vai voltar ao normal. Final de semana vou passar um tempo a mais com meu guri, e ele, sem dúvidas é um dos maiores, se não o maior, tranquilizador da minha alma. Como pode uma pessoa, com a sua simples presença, conseguir melhorar tudo a nossa volta? Acho que esses sentimentos de paz e serenidade que ele me passa são mágicos.

2013 foi um ano difícil, e quando eu achei que ele já não podia tirar mais nada de nós, veio ele me mostrar o quão eu estava errada. Final de semana olhamos um filme em que ouvi a frase “A guerra tirou tudo de todos.”, 2013 foi mais ou menos assim, tirou muitas coisas de muitos, e tirou de mim o meu bichinho mais querido, minha companheirinha de todas as horas, minha confidente e carinhosa cachorrinha.

Sei que tenho deixado um pouco de lado essa história de religião, mas esta noite eu faço minhas preces para que o ano termine bem, para que a Lili encontre seu caminho, para que todas as forças positivas do universo protejam as pessoas que moram no meu coração e que estão longe de mim no momento, para que esta semana passe voando e para que eu tenha força para superar certas coisas e me tornar um pessoa melhor depois disso.

 

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