Uma reflexão que mudou meu dia

Não sei o que está acontecendo comigo. Tenho me sentido uma espécie de robozinho essa semana. Parece que me falta cor, me falta fôlego, vontade. Algo me ofuscou. Sei que estive em tempos muito piores, mas também tenho ciência de que sou uma pessoa melhor do que esta que tenho demonstrado ser nos últimos três dias.

Faz um tempo já que venho me preocupando com o que será de minha vida em um futuro a curto prazo. E honestamente, isso vem me enlouquecendo cada vez mais. Todos me dizem para não esquentar a cabeça com isso, pra eu focar no agora, para esperar que tudo se resolve. Eu sei, aqui dentro de mim, em algum lugar perdido no fundo de minha alma, que isso é verdade. Sei que no futuro, como tantas outras vezes, olharei para trás e verei que me preocupei por muito pouco, verei que a solução estava logo ali e pensarei o quão boba fui em perder minhas noites de sono pensando em algo que naquele momento era apenas uma tempestade em copo d’agua. Mas me diga o que fazer para não pensar. Me diga como fazer para afastar esse tormento no peito, esses pensamentos que insistem em ficar ressoando em minha cabeça.

Me preocupo tanto. Talvez nem haja mesmo necessidade… (suspiro). Quando olho as coisas boas em minha vida e penso em tudo que compensa essas minhas angústias, tenho a certeza de que estou no lugar certo, no caminho certo e que tenho muito, mas muito mesmo, o que agradecer. Essa sensação é única e, diga-se de passagem, perfeita. Tenho tentado focar nelas o máximo que consigo. Porém, há dias em que tudo parece tão pesado, tão cansativo, tão desmotivante. Como hoje, por exemplo. Hoje meu namorado chegou de viagem, deveria estar realmente acabado de cansaço. E o que eu fiz? Fui uma desalmada. Estava tão afogada nas minhas dúvidas, incertezas, medos e ansiedades que talvez nem tenha dado atenção merecida para ele. Talvez eu tenha até sido um pé no saco ao telefone.

Queria realmente que ele entendesse esse “eu” que visto de vez em quando. Mas pedir isso às vezes me parece ser demais. Ele já atura muitas de minhas fases, minhas TPM’s, minhas épocas de prova, minhas crises de carência que não sei conter, e blá blá blá todo o resto “de mim”. Quando penso nisso tenho mais certeza ainda do quanto ele gosta de mim, pois requer muita paciência me ter em sua vida. Queria poder retribuir de alguma forma todas as vezes que ele me escutou, que tentou me animar de algum jeito ou de outro, que esteve ali por mi. Certas vezes me sinto egoísta. Sinceramente? Ele me faz um bem danado. Por mais que exista uma semana podre, cheia de coisas ruins, pessoas falsas, vontade de largar tudo de mão, vontade de gritar e mandar tudo para aquele lugar, quando ele chega aqui na sexta-feira meu mundo parece ser um lugar melhor, muito melhor. E todas as coisas que me assombram desaparecem quando estou ali, prestes a dormir, agarradinha no meu branquelo, sentindo seu cheirinho bom.

Preciso aprender a reconhecer as coisas boas que ele faz por mim, os sentimentos bons que ele faz prosperar em meu coração. Além dele, não posso esquecer o que ela, minha mamãezinha faz por mim também. Essa sim: guerreira. Me aturar por 21 anos é sim um milagre (risos). Não posso reclamar dela nem por um segundo. Mulher batalhadora, trabalhadora, animada, corajosa e bem resolvida. Um exemplo, com certeza. Me deu muito do que hoje eu sou. Me ensina tudo aquilo que preciso saber sobre a vida, me guia, me cuida, me protege. Está sempre do meu lado e sei que sempre estará. Um dos pensamentos mais felizes que tenho é que, depois de um bom tempo, finalmente, posso vê-la do lado do meu bem-querer e saber que ela gosta muito dele e aprova tudo que ele faz, e ela mesma que disse que ele me faz muito bem, e se a mãe diz é porque é verdade.

Também não dá para esquecer que eu tenho lá alguns amigos. Outros que nem são tão amigos assim, mas me fazem esquecer das coisas ruins por alguns instantes. E por falar em “amigos”, tem muitas pessoas das quais eu ainda preciso me afastar. É… muitas pessoas querendo meu mal, muitas pessoas mentindo na cara dura, muitas pessoas que na minha frente são “doces” e que em minhas costas são venenosas. Ora, se tem fundamento falarem mal de mim para um dos meus melhores amigos e acharem que ele não iria me contar? É, existem muitas pessoas sem noção a minha volta. Mas fazer o que? Até a grama mais verdinha tem suas ervas daninhas.

E por falar em amigos, não posso esquecer da família do meu namorado. Tchê, que pessoas maravilhosas. Queridos, fofinhos e que me tratam tão bem, que as vezes sinto uma vontade de abraçar eles. (risos). De todas as hipóteses que criei em minha cabeça, de todos os medos que senti ao saber que iria conhecê-los, não consigo acreditar no quão legais eles são comigo e em como gosto deles agora. São, com certeza, um dos motivos pelos quais eu agradeço. E hoje consigo entender da onde saiu um homem tão bom caráter e tão bem educado que é o meu “lovinho”. (risos).

E veja só… Só de escrever isso e lembrar de algumas coisas boas que habitam meus dias, minha vida, já me sinto melhor. Precisamos, algumas vezes, parar e refletir sobre aquilo que temos de melhor em nossas vidas. Hoje sou a prova viva de que faz toda a diferença em nosso dia. Essas coisas ruins, esse desespero que sinto ao temer o que virá e ao pensar em toda a correria do dia-a-dia são algo passageiro, penso. É mais uma fase, e ela vai passar. Esse é o preço que pagamos por querermos “ser alguém na vida”.  Mais tarde há de ter uma recompensa no caminho pelas noites mal dormidas, pela espera, pela distância, pelo aperto no peito. E é com essa perspectiva que sigo.

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