Pensamentos ao vento

A velha mania de reclamar de barriga cheia. Não sei o que tem havido em minha vida para que eu me sinta tão incomodada e angustiada com certas coisas. É como se estivesse no mar, naquele vai e volta de ondas. Enjoando, de veras. O mundo está uma loucura, as pessoas não possuem mais respeito e nem valor.

Me sinto completamente perdida no meio de tantas pessoas estranhas, totalmente diferentes de mim. Convivo com um número enorme de seres humanos, cada um com suas loucuras, transmitindo suas ideias sem pé nem cabeça aos ares. Convivo com pessoas que não sabem o que querem da vida, nem sabem se querem viver, e em contrapartida, outros tantos super determinados, com seu objetivos explodindo nos olhos e que não conseguem pensar em mais nada a não ser em seus devidos sonhos.

Entre essas tantas pessoas ainda tem aquelas super humildes, que vivem um dia de cada vez. E outras que não poupam na futilidade, futilidade essa que sai deitada até no modo de falar. E olha, essas vozes me incomodam.

Pessoas que só pensam em beber, pessoas que só pensam em estudar, pessoas que só pensam em jogar, pessoas que só pensam em celular, pessoas que não saem das redes sociais, pessoas que ficam nos pressionando, pessoas que nos cobram, que nos julgam, que nos desejam mal. Pessoas que tem inveja de tudo que conquistamos. Pessoas que querem o nosso bem. Muitas pessoas que não nos entendem, e algumas que nem ao menos nos conhecem mais vivem tentando se meter em nossas vidas. Pessoas sem alma e nem coração, e pessoas extremamente preocupadas com tudo. Pessoas choronas, pessoas sorridentes demais, pessoas “vida loka”. Pessoas depressivas, pessoas que fingem ter depressão, pessoas arrogantes, pessoas sujas, pessoas arrumadas demais.

Sério, nem da para pensar!

No meio de tudo isso, de todas elas, estou eu. Ali, perdida. Uma pessoa sem um caminho definido, tentando sobreviver aos seus pequenos problemas do dia a dia. Tentando não choramingar por besteira. Uma pessoa buscando força de vontade.

Por que, céus, me sinto tão perdida? Tem dias que parecem ser decisivos e que tenho vontade de me determinar. E ai, chega a noite, o silêncio, as dúvidas. Chega também o aperto no peito, a vontade de um abraço, a vontade de alguém firme para dizer que tudo ficará bem. Do contrário, todas as opiniões tornam tudo ainda mais confuso em minha cabeça.

Preciso de um caminho, de uma certeza. De algo para onde me guiar. É aquele velho ditado “Ainda tenho esperança, só não sei como ela funciona…” Acho que só vou me segurar naquilo que me faz bem e me faz feliz. Porque não vejo nada mais gracioso do que aquilo que nos faz sentir seguros e tranquilos, que nos traz paz.

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