Silêncio e presságio

Cheguei em casa. Depois de um dia completamente exaustivo, cheguei em casa. A voz me falha, a cabeça me pesa, o corpo implora pelo descanso. A noite lá fora não é quente nem fria, é uma temperatura daquelas agradáveis para se dormir. A chuva cai mansa e tudo parece estar em ordem, apesar dos pesares de sempre.

Ouvi a voz de sono do amor do outro lado da linha. E logo depois notícia ruim chega, logo é acalmada. Então, o silêncio predomina. Tudo em ordem novamente.

Esse silêncio é quase um milagre e merece ser aproveitado com todo o coração. Só me faltava meu amor aqui comigo. Certas vezes penso que esse silêncio é o que haverá em nosso futuro lar. Porque sim, cada vez mais me convenço do quanto somos “destinados” a estar juntos, e portanto, impossível não imaginar nossa casinha. Pode não ser muito grande, sendo que contenha nossa essência, nossos livros, filmes, seriados, músicas, nosso cheirinho, nossas toalhas e escovas, nossa cara. Para mim, essa sensação de chegar em casa depois de um dia comprido e ter esse suspiro de alívio e paz é a tradução perfeita do que será a nossa vida – tranquila e serena.

E é com essa imagem que me deito e deixo me dominar pelo embalo do sono e de toda essa medicação companheira que me fará suportar essa semana.

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