How much it hurts

É com essa bela música, cantada com toda delicadeza de Tiago Iorc que hoje termino minha noite.

Certos dias me sinto como se fosse a dona do mundo. Como se tudo fosse mágico, lindo, apaixonante. Sinto que sou abençoada por todas as dádivas que já recebi e que recebo diariamente em minha vida. Então agradeço a Deus com todas as minhas forças e muitas vezes com lágrimas nos olhos, pelo belo e intenso caminho pelo qual me guia.

Dias realmente gloriosos. Dias em que pareço clarear toda escuridão com luz. Parece emanar de mim uma luz tão forte e brilhosa, uma luz tão quente e confortante e ao mesmo tempo leve, suave e fresca como uma brisa. Uma luz capaz de curar todos os males ao meu redor. E me sinto assim, como se pudesse ajudar todas as pessoas a minha volta e sinto uma imensa vontade disso fazer. De fazer tudo se concertar, de fazer todos sentirem-se bem como me sinto nestes momentos.

Acontece que há dias em que toda minha leveza e minha alegria se vão. Talvez não “gone”, mas se escondem em um interior muito profundo de mim, no qual não consigo encontrá-las. Dias em que a Lei de Murphy grita, berra, faz escândalos bem na minha frente – ou melhor, bem dentro de mim.

Parece que tudo pesa, tudo é confuso, frustante. Dias em que tudo que desejo é chegar em casa e ter paz. Dias em que apenas queria chegar, tirar a roupa da rua, vestir o que de mais leve tenho e me deitar. Deitar e relaxar e curtir o escurinho do meu quarto. Ficar “de boa”. Ficar quem sabe com alguém que amo. Ter uma conversa, relembrar, refletir. Fazer o que sei de melhor: jogar conversa fora.

Mas não.

Justamente nesses dias, parece que abro a porta e me deparo com o inferno de Dante. Justamente nesses dias me sinto sozinha, me sinto cansada e sem direito a descanso. Me sinto tão cansada e tão obrigada a não frouxar, a não limpar a mente. Me sinto forçada a pensar, e repensar e me manter firme lutando – mesmo que exaustivamente – pelos meus ideais, travando batalhas dentro de mim.

Queria apenas ter paz, e ao contrário, vem o barulho, vem as vozes discutindo, vem os problemas que poderiam ser facilmente resolvidos e são guiados como bolas de neve por pessoas que não fazem a mínima questão de “facilitar”.

E ai me estresso, desmorono por dentro. Nem eu mesma consigo me aturar, quem dirá os outros?

Penso que deveria fazer umas sessões de terapia nesses momentos, pois parece que ninguém tem paciência para me ouvir, quando eu mais preciso desabafar. Porque não é fácil. Tem dias que não é nem um pouco fácil.

Penso fortemente que isso é eu, é meu, só eu posso desfazer os nós e me libertar dos meus problemas. Só eu posso tirar as pedras do caminho e construir meu castelo. Só eu por mim – aquela velha ideia de solidão que parece sempre prevalecer.

Só eu por mim.

E quão diferente poderia ser? Como posso cobrar das pessoas que elas me deem paz e me tranquilizem, quando eu passo para elas tanta “encheção de saco”?

É… nesses momentos sinto uma vontade de me isolar de tudo, do mundo, porque não acredito que as pessoas que eu mais amo mereçam conviver com esse pedaço de mim, um vulcão em erupção, um coração ansioso a ponto de bala, um mar de medos e inseguranças quanto a um futuro próximo.

Quem poderá me defender??

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