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Time after time

Posted in Uncategorized on maio 21, 2015 by Lívia Aliviada

O que passa

Posted in Uncategorized on maio 18, 2015 by Lívia Aliviada

Cerca de uns 5 ou 6 anos atrás tudo era tão diferente. Tudo era tão bom. Pudera eu ter aproveitado melhor aquele tempo, aquele período onde tudo era lindo e agradável.

Cerca de 5 anos atrás as brigas em casa eram muito menores. Meu irmão ainda era uma criança que adorava estar ao meu lado a todo momento. Eu ainda tinha minha cadelinha Lilica que ficava passando sua patinha em mim quando eu chorava por minhas bobagens.

Fazer tarefas escolares era a coisa mais importante eu tinha para fazer. E dormia cedo. E acordava cedo. Aproveitada o dia, tinha mil e uma atividades. Tocava violão. Assistia a seriados de menininha e todos os filmes de romance possíveis. Vivia de bolacha recheada e nescau. Não me preocupava com minhas roupas, nem com os cabelos, com nada.

As amizades eram fortes, vinham com direito a muitos abraços, fotos e cumplicidade. Passávamos muito tempo na casa um dos outros e sentíamos como se fossemos parte da família dos amigos de tanto convívio que tínhamos. Era tudo muito puro, sem malícia nenhuma, sem maldade.

Como eu poderia imaginar que o tempo acaba cobrindo tudo isso, toda essa mágica com poeira. Agora parece outra vida, tudo está tão diferente. Tudo tão, mas tão diferente.

Não posso me queixar do “hoje”, porque tenho muitas bençãos em meu caminho e com certeza evolui muito e hoje sou uma pessoa muito melhor do que eu imaginava que pudesse ser. No entanto, olhando fotos e vídeos antigos, me bate uma saudade de quem eu era, da minha rotina e de todo o sossego que tinha em minha vida naquela época.

Queria apenas poder manter certos laços que parecem ser cada vez mais frágeis.

Queria poder reunir todas as coisas boas e as pessoas que eu tinha em minha vida, e trazê-las de volta. Ter, junto comigo, no presente, toda aquela ternura e facilidade que parecia existir. Todo carinho e ombro amigo que tinha. Queria poder fundir meu passado com meu presente.

Massss….

bobagem

Posted in Uncategorized on maio 14, 2015 by Lívia Aliviada

2014 foi um ano no qual eu invejei muito minhas veteranas da faculdade. Olhava para elas, as “minhas formandinhas” e achava lindo tudo aquilo que elas estavam vivendo e ao mesmo tempo sentia em meu coração uma dorzinha apertada quando lembrava que em breve estaríamos nos distanciando e em um curto período de tempo eu seria a única de nosso grupo que ficaria presa àquela faculdade.

E aconteceu.

Minhas amigas se formaram e eu fiquei. Eu sempre fico quando todos se vão.

E então, 2015 chegou destruindo todas as minhas forças. E todo o estudo e todo o esforço parece não ser suficiente. E todas as palavras que tenho que inserir naquele TCC, e todas as noites em claro estudando, e todas as preocupações parecem não te fim.

Essa semana começaram as fotos para a formatura. E isso me assusta. Parece que não estou preparada para viver “a minha vez”. Parece que tenho tantas preocupações quanto ao meu futuro que não consigo viver o presente. Parece que antes de formar, muitas coisas ainda devem acontecer.

Agora falta tão pouco. O canudo está ali, frente aos meus olhos, e o mundo parece desabar em mim. Céus!! Preciso passar pela etapa, por algumas etapas. E que domingo chegue de uma vez, e que o estudo tenha valido a pena!!

O que eu gostaria que você soubesse

Posted in Uncategorized on abril 24, 2015 by Lívia Aliviada

Inúmeras vezes em nossa vida somos postos frente à pergunta “O que você faria se hoje fosse o último dia de sua vida?”. Sempre temos milhões de coisas em mente, do que faríamos, o que diríamos e à quem diríamos. É fácil de imaginar.

Mas… O que você faria se uma pessoa que você quer muito bem, que você ama, estivesse prestes a ter seu último dia?

Não é fácil se visto desa forma. Fazem três anos que descobrimos que não seria fácil. Naquela época tínhamos um prazo de 2 meses no máximo, mas houve tratamento mágico, quimioterapia deu certo, tudo correu bem e nossos corações foram aliviados. Tudo voltou ao normal, talvez não tão bem como antes, mas tudo ficou como deveria ficar, tudo se ajeitou.

Particularmente, pensei que jamais poderia voltar a sentir o desespero daquele sábado quando fiquei sabendo do câncer que havia afetado uma pessoa tão importante para mim. Depois que tudo havia sido solucionado, me ceguei em minha fé, minha fé de ver essa pessoa sempre ali. Enxerguei nele toda força que uma pessoa pode ter. E voltei a vê-lo como “invencível”, pois essa era a ideia que ele sempre havia me passado.

Ocorre que, da mesma forma que sua esposa, quando, a mais ou menos um mês atrás fui informada de que o câncer havia voltado e que agora não haveria mais o que fazer, pensei “não, eu já ouvi isso antes!”. Mas não é… Não é a mesma coisa. Entrei em choque. Chorei. Refleti. Me acalmei. Ele voltou para casa e mesmo com prazo determinado para o adeus, tudo estava calmo.

Agora, com o seu retorno para UTI e com um susto que levamos, novamente voltamos ao sentimento de instabilidade. E olha, esse sentimento é uma praga.

Mil questionamentos vem à cabeça. Como pode uma pessoa boa, de bom coração, de bom caráter, passar por uma coisa dessas? Como pode uma pessoa boa passar por isso e tantas outras ruins estarem ai, vivendo como se tudo fosse lindo e como se não houvessem consequências?

Me vem uma ideia amarga de injustiça. Mas não posso pensar assim, pois o cara lá de cima, esse sim é justo e sabe o que faz. No entanto, como uma alma ignorante como a minha pode se conformar com uma situação dessas?

Essa sensação de impotência, ciente de que não há o que ser feito. E a descrença na ideia de que dessa vez não tem o que fazer. Como passar por isso?

Me assombra. Me assombra as ideias, os pensamentos todos, os sonhos enquanto durmo. Me estremeço toda vez que o telefone toca, e meu coração assim, 24 horas apertado. Meus olhos transbordantes a cada momento só.

Penso em rezar para que seu espírito siga em paz quando chegar a hora, e para que não haja sofrimento nem nada disso. Mas como fazer isso e simplesmente aceitar a ideia de perder essa pessoa?

Eu o amo. Meu segundo pai, senão o único verdadeiro que algum dia tive. Pessoa boa, para quem dirigi minhas primeiras palavras e para quem dei meus primeiros passos. Pessoa que acolheu a mim e a minha mãe num momento tão necessário. Pessoa que esteve sempre ali para nós. Forte e audacioso, cheio de garra. Espírito guerreiro.

Sinto uma dor tão grande de imaginar que a qualquer momento ele poderá nos deixar. E parece que tenho tanto a que agradecer, e também a me desculpar por não ter sido tão presente nos últimos anos, pois eu queria, eu sempre quis e eu gostaria tanto que ele soubesse disso, que eu sempre quis estar mais perto e que meu coração nunca os deixou. e nunca deixará.

Eu gostaria que ele soubesse que está doendo em mim, que eu queria do fundo do meu coração que sua vida fosse salva e que pudesse viver mais e presenciar todos seus desejos realizados. Eu gostaria que ele soubesse que eu me importo e que eu não consigo tirá-lo de meu pensamento. Queria que ele soubesse do quanto significa para mim.

Eu queria dizer, mas não sai.

How much it hurts

Posted in Uncategorized on abril 9, 2015 by Lívia Aliviada

É com essa bela música, cantada com toda delicadeza de Tiago Iorc que hoje termino minha noite.

Certos dias me sinto como se fosse a dona do mundo. Como se tudo fosse mágico, lindo, apaixonante. Sinto que sou abençoada por todas as dádivas que já recebi e que recebo diariamente em minha vida. Então agradeço a Deus com todas as minhas forças e muitas vezes com lágrimas nos olhos, pelo belo e intenso caminho pelo qual me guia.

Dias realmente gloriosos. Dias em que pareço clarear toda escuridão com luz. Parece emanar de mim uma luz tão forte e brilhosa, uma luz tão quente e confortante e ao mesmo tempo leve, suave e fresca como uma brisa. Uma luz capaz de curar todos os males ao meu redor. E me sinto assim, como se pudesse ajudar todas as pessoas a minha volta e sinto uma imensa vontade disso fazer. De fazer tudo se concertar, de fazer todos sentirem-se bem como me sinto nestes momentos.

Acontece que há dias em que toda minha leveza e minha alegria se vão. Talvez não “gone”, mas se escondem em um interior muito profundo de mim, no qual não consigo encontrá-las. Dias em que a Lei de Murphy grita, berra, faz escândalos bem na minha frente – ou melhor, bem dentro de mim.

Parece que tudo pesa, tudo é confuso, frustante. Dias em que tudo que desejo é chegar em casa e ter paz. Dias em que apenas queria chegar, tirar a roupa da rua, vestir o que de mais leve tenho e me deitar. Deitar e relaxar e curtir o escurinho do meu quarto. Ficar “de boa”. Ficar quem sabe com alguém que amo. Ter uma conversa, relembrar, refletir. Fazer o que sei de melhor: jogar conversa fora.

Mas não.

Justamente nesses dias, parece que abro a porta e me deparo com o inferno de Dante. Justamente nesses dias me sinto sozinha, me sinto cansada e sem direito a descanso. Me sinto tão cansada e tão obrigada a não frouxar, a não limpar a mente. Me sinto forçada a pensar, e repensar e me manter firme lutando – mesmo que exaustivamente – pelos meus ideais, travando batalhas dentro de mim.

Queria apenas ter paz, e ao contrário, vem o barulho, vem as vozes discutindo, vem os problemas que poderiam ser facilmente resolvidos e são guiados como bolas de neve por pessoas que não fazem a mínima questão de “facilitar”.

E ai me estresso, desmorono por dentro. Nem eu mesma consigo me aturar, quem dirá os outros?

Penso que deveria fazer umas sessões de terapia nesses momentos, pois parece que ninguém tem paciência para me ouvir, quando eu mais preciso desabafar. Porque não é fácil. Tem dias que não é nem um pouco fácil.

Penso fortemente que isso é eu, é meu, só eu posso desfazer os nós e me libertar dos meus problemas. Só eu posso tirar as pedras do caminho e construir meu castelo. Só eu por mim – aquela velha ideia de solidão que parece sempre prevalecer.

Só eu por mim.

E quão diferente poderia ser? Como posso cobrar das pessoas que elas me deem paz e me tranquilizem, quando eu passo para elas tanta “encheção de saco”?

É… nesses momentos sinto uma vontade de me isolar de tudo, do mundo, porque não acredito que as pessoas que eu mais amo mereçam conviver com esse pedaço de mim, um vulcão em erupção, um coração ansioso a ponto de bala, um mar de medos e inseguranças quanto a um futuro próximo.

Quem poderá me defender??

Sábias palavras. Grande Quintana.

Posted in Uncategorized on abril 1, 2015 by Lívia Aliviada

“Não quero alguém que morra de amor por mim…
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim…
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível…
E que esse momento será inesquecível…
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre…
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém…e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho…
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento…e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe…
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas…
Que a esperança nunca me pareça um NÃO que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros… Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão…
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim… e que valeu a pena. ”

Mário Quintana

Tentado

Posted in Uncategorized on abril 1, 2015 by Lívia Aliviada

Tenho tentado muito. Tentado entender o  porque de me encontrar em uma situação que me angustia diversas vezes. Tentado entender porque tenho de passar por uma faze tão difícil – mesmo que no fundo de meu coração eu já tenha a resposta.

Tenho tentado entender por que algumas pessoas abdicam tanto de sua felicidade pela sua zona de conforto. Tenho tentado entender por que determinadas pessoas simplesmente não pensam, não tentam entender. Tenho tentado entender o porque de o mundo estar esse mar de mesquinharia e de promiscuidade sem fim. Tenho tentado entender por que ninguém mais se importa com ninguém e por que cada vez mais sinto como se não houvesse ninguém por mim no final das contas, a não ser eu mesma.

Tenho tentado entender por que os dias não tem mais horas. Tenho tentado entender por que não consigo parar de comer compulsivamente. Tenho tentado entender todo meu sono e minha dificuldade para dormir. Tenho tentado entender por que comprei uma cama tão pequena. Tenho tentado entender por que algumas pessoas não mudam de jeito algum, mesmo que essa mudança seja completamente benéfica para elas.

Tenho tentado entender que eu não preciso ficar tentando entender tudo.

Tenho tentado me concentrar nos meus estudos. Tenho tentado dar conta da minha rotina. Tenho tentado camuflar a verdade de que preciso deixar algo de lado para poder viver, pois com todas essas atividades eu vou acabar doente. Tenho tentado largar meu estágio. Tenho tentado não pensar na falta que o dinheiro que lá ganho possa me fazer no futuro.

Tenho tentado dar o máximo de mim quando se trata do meu objetivo profissional atual. Tenho tentado ser menos neurótica com diversas coisas. Tenho tentado ser mais organizada, mais disciplinada. Tenho tentado me manter em forma, por mais que isso me torre demais a paciência.

Tenho tentado não faltar aulas na faculdade. Tenho tentado não pensar na formatura sem antes estudar tudo que preciso estudar. Tenho tentado não pensar em como minha vida se tornará um caos quando as provas recomeçarem. Tenho tentado mudar de academia.

Tenho tentado parar de sentir ciúmes e parar de me preocupar com o futuro do meu relacionamento. Tenho tentado fazer meu namorado entender que eu preciso de mais segurança, de mais demonstração de afeto para me sentir mais confortável. Tenho tentado valorizar as tentativas dele de mudança. Tenho tentado não pensar no que vai acontecer o ano que vem.

Tenho tentado me acalmar com relação a minha obsessão por sair de casa. Tenho tentado manter meu espaço – dentro de casa – o melhor e mais aconchegante possível para sobreviver aqui. Tenho tentado não me estressar com a nova cachorrinha aqui de casa, mesmo que ela me irrite ao extremo me acordando todo dia uma hora mais cedo do que deveria.

Tenho tentado manter minhas contas em dia. Tenho tentado diminuir minhas despesas. Tenho tentado cuidar mais de meu cabelo e minha pele. Tenho tentado limpar minha mente. Tenho tentado dormir melhor. Tenho tentado respirar de noite, mesmo que meu nariz esteja horrível.

Tenho tentado fortalecer os laços de amizade que criei ao longo desses quase 5 anos de faculdade, pois tenho medo do que vai ser depois e do que restará. Tenho tentado me comunicar com minha melhor amiga que foi embora. Tenho tentado ter mais amigas. Tenho tentado sem mais gentil quando tudo que quero é minha cama e minha aprovação na OAB.

Tenho tentado não falar tanto o que penso, pois dentro de mim há muita acidez quanto ao mundo como está. Tenho tentado evitar discutir política. Tenho tentado organizar meu pensamento. Tenho tentado não tomar refrigerante por conta de minha promessa do ano passado.

Tenho tentado parar de falar mal das pessoas. Tenho tentado entender o lado dos outros. Tenho tentado diminuir os conflitos em minha vida – sem êxito. Tenho tentado ser mais amável para com meus entes próximos. Tenho tentado disfarçar toda minha angústia, minha agonia, minha ansiedade, meu desespero com a minha prova de maio. Tenho tentado ser forte e não desabar. Tenho tentado acreditar que só eu posso dar conta de mim. Tenho tentado aceitar que ninguém mais está preocupado com a minha aprovação além de mim.

Tenho tentado ser menos egoísta e mais humana. Tenho tentado dar o meu melhor em tudo. Tenho tentado não pensar demais – aqui também, sem êxito.

Agora, com êxito, voltarei aos estudos. (pois tenho tentado render)